Transportadora de cargas investe em tecnologia para dar um salto de qualidade, garantia de prazos e personalização de acordo com as necessidades do cliente. O resultado? Abriu um mercado para entregas com altas exigências de segurança e especialização e tornou-se líder nacional no setor de saúde.

Esqueça aquela imagem de pesados e antigos caminhões, lotados de todos os tipos de produtos, rodando lentamente pelas estradas, sujeitos às intempéries do tempo e aos imprevistos do caminho. Com a explosão do e-commerce e o aumento das exigências tanto legais quanto dos próprios clientes, o transporte de cargas se tornou um negócio movido por tecnologia, agilidade e controle. Hoje, cada tipo de produto exige uma logística e um planejamento específicos, que atendam a sua cadeia de valor e distribuição.

Como a pandemia do coronavírus deixou claro, se há um setor no qual essa máxima se faz sentir de maneira particularmente forte – e com consequências diretas para toda a população – é na saúde.

De máquinas a medicamentos, passando por exames laboratoriais, materiais de uso médico e mesmo campanhas educativas, nesse caso o transporte é muito mais do que a ponta da cadeia. Trata-se, hoje, de uma parte essencial do serviço a ser prestado, cuja qualidade pode definir o sucesso ou fracasso de grandes empreendimentos, ou de iniciativas de largo escopo na saúde pública.

Há mais de dez anos a Rodofly antecipou essa tendência. Em vez de acomodar-se com as grandes cadeias varejistas que já atendia, ou adotar técnicas e procedimentos já disseminados, a empresa optou por outra via, até então rara no setor: tornou-se pioneira na criação e disseminação de novas tecnologias na logística de transporte,

É esse o sentido – e o resultado – do Rodofly Lab. Através da iniciativa, a empresa transformou o seu sistema de gestão e reequipou toda a sua frota.

DESAFIO E SOLUÇÃO

A inovação e o empreendedorismo estão no DNA da empresa e de seu fundador, Adalgiso Maia. Pouco após iniciar a carreira como caminhoneiro, em 1995, Maia percebeu que havia uma carência no transporte de cargas privadas e, apostando nas mudanças que já detectava no setor, investiu tudo na criação de uma pequena frota, voltada para atender o estado do Rio de Janeiro. Associou-se a uma então gigante internacional – a VarigLog – e começou uma trajetória de ascensão. O salto tecnológico começou já em 1997, com o desenvolvimento de um dos primeiros sistemas do mundo de geolocalização e rastreamento em tempo real – que só viria a ser patenteado em 2002. Em 2005 vem o divórcio com a Varig Log e a criação da Rodofly.

A alta confiabilidade, tanto na integridade dos produtos quanto no respeito aos prazos, impulsionou o crescimento da empresa. A Rodofly ampliou suas operações do Rio para outros hubs de cargas nacionais, como São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás. E lançou uma segunda – e decisiva – inovação, que posteriormente viria a ser adotada por todas as grandes transportadoras brasileiras: os Centros de Distribuição (CD’s) de menores proporções, similares a lojas dos Correios, que pudessem se localizar dentro de grandes centros urbanos.

A iniciativa aproximou exponencialmente a Rodofly – e consequentemente as empresas que atendia – do destino final: os consumidores. Em vez de uma logística complexa em diversas etapas e grandes quantidades, a transportadora conseguia assim levar os produtos mais perto dos pontos de entrega e em menores volumes, de acordo com a demanda – nem mais, nem menos. Era o passo inicial para o processo customizado que possibilitaria o nascimento do Rodofly Lab.

O investimento se mostrou ainda mais acertado quando começaram a ser discutidas novas regulamentações do poder público à circulação de caminhões nos perímetros urbanos. No Rio, por exemplo, em 2008, o então prefeito César Maia alterou completamente o desenho do setor ao restringir a circulação de caminhões e as operações de carga e descarga a dois intervalos: de 6h às 10h e de 17h às 20h, de segunda a sexta-feira.

A Rodofly, com seus CD’s “modulares” estava preparada para a mudança, que ampliou sua vantagem competitiva.

Instalada em diversos estados, com uma estrutura logística de ponta e uma cultura corporativa voltada para o desenvolvimento tecnológico, a empresa havia ganho escala e se consolidado no mercado. Ao mesmo tempo, as inovações que a propulsionaram à liderança do setor de transporte de cargas se disseminavam cada vez mais. “Não adiantava apenas sermos mais um, com grandes clientes, alto volume de entregas, mas com valores e serviços que se tornariam padrão. O caminho para dar continuidade à visão que marcou o nascimento da Rodofly estava claro: evoluir para cargas de alto grau de especialização. Era – e ainda é – um campo muito menos explorado, porque exige um grau de qualidade e investimento altíssimo. Mas o retorno – não apenas financeiro, mas também social – é muito maior”, destaca o fundador e CEO da empresa, Adalgiso Maia.

RESULTADOS

Dessa constatação surge o Rodofly Lab e a entrada no ramo de saúde. A nova empreitada significou elevar os procedimentos, o compliance e a capacidade técnica da transportadora. Entraram em cena ou se aprofundaram diversos mecanismos, como o Cross Docking, sistema de distribuição no qual os produtos não são estocados e, sim, preparados para o carregamento ou expedição imediata.

O modelo demanda um monitoramento preciso do fluxo de mercadorias, já que o transporte é feito diretamente dos terminais de recebimento da Rodofly para os pontos de entrega. A vantagem? Muito mais agilidade para lidar com prazos apertados e volumes sob demanda; diminuição do risco, da manipulação e da exposição de produtos sensíveis; facilidade para operar em centros urbanos, nos quais os veículos de grande porte sofrem diversas limitações.

Junto à evolução do Cross Docking, a Rodofly investiu na renovação de toda a frota, que passou a ser 100% equipada com controle de temperatura, fator essencial para a área de saúde. Até hoje a maior parte das transportadoras opera com esse mecanismo somente nos Centros de Distribuição, o que aumenta a possibilidade de degradação de insumos médicos. A Rodofly, novamente, antecipou investimentos e ganhou uma vantagem competitiva fundamental. Recentemente, a Anvisa regulamentou o tema, obrigando a utilização de veículos com temperatura controlada para esse tipo de produto. A empresa também já opera com todas as licenças necessárias para o setor, com um minucioso controle de qualidade.

Complementam o quadro a paletização, mecanismo que customiza o espaço utilizado nos caminhões de acordo com o produto a ser transportado, diminuindo custos e facilitando a carga e descarga; a operação multimodal, que associa o transporte por terra ao aéreo para conseguir alcance nacional; a licença aduaneira, que permite à Rodofly descarregar produtos importados diretamente na região de destino, realizando os trâmites alfandegários in loco; e o rastreamento de ponta a ponta, com a utilização de códigos de barras em cada etapa da cadeia, o que dá ao cliente a possibilidade de acompanhar passo a passo todo o processo de transporte e acaba com um dos principais – e mais custosos – gargalos do ramo: o envio para destinações erradas.

O conjunto integrado de soluções desenvolvidas através do Rodofly Lab diferenciaram os serviços prestados pela empresa e, assim, a transformaram em líder global no ramo de saúde. Atualmente, a Rodofly tem entre seus cases:

  • O atendimento aos maiores laboratórios do país, em um processo que, em tempos de coronavírus, transcende até mesmo o aspecto negocial, já que envolve a disseminação de testes – e, em um futuro próximo, vacinas – por todo o Brasil;
  • O transporte de insumos, maquinários e equipamentos médicos de ponta;
  • A retirada e entrega, nacional, dos exames antidoping das séries A, B e C do campeonato brasileiro de futebol;
  • A disseminação, em todos os estados, das campanhas de prevenção do Instituto Nacional do Câncer, maior referencia do país na doença, em iniciativa que combina tecnologia e compromisso social. Para atingir dos grandes centros às menores cidades, alcançando toda a população brasileira, a empresa associa o transporte aéreo e rodoviário ao carregamento por meio de canoas, essencial para chegar a localidades isoladas da região amazônica.